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HomeWelcomeJun 29, 2005
essa é minha vida. ...sou ator, escritor, cantor, ...ARTISTA ! & surf ...

Blog EntryFeb 13, '08 12:46 PM
for everyone

http://festipoaliteraria.blogspot.com/


FestiPoa Literária [de 27 a 29 de março/2008]

donaldo schüler + andré maciel + pedro gonzaga + josé degrazia + claudio levitan + fabrício carpinejar + carlos besen + luiz antonio de assis brasil + moacyr scliar + daniel feix + luíz horácio + diego petrarca + marcelo cougo + caio riter + bier + paulo bentancur + flávio ilha + richard serraria + luis augusto fischer + sidnei schneider + paulo scott + leandro dóro + lima trindade + gustavo rios + wladimir cazé + sandro ornellas + francisco dalcol + celso gutfreind + alexandre florez + marcelino freire +marcelo spalding + henrique schneider + rodrigo rosa + antonio carlos resende + ricardo silvestrin + telma scherer + luís dill + hermes bernardi + alexandre brito + cordão de cor + everton behenck + dedé ribeiro + marcelo benvenutti + ítalo ogliari + reginaldo pujol filho + sergio napp + christian david + marô barbieri + etienne blanchard + marco de menezes + edgar vasques + os poets + grafar

Escritores, músicos e atores. Cantores, ilustradores e jornalistas. Espectadores, leitores e livros. Todos dentro de uma mesma festa. Ou festival. Feito para festejar a literatura. E na mesma cidade. É a FestiPoa Literária. Rodadas de debate-papo, cervejas e diferentes linguagens. E de maneira diferente. Mais de cinqüenta artistas reunidos em lançamentos, sessões de autógrafo, bate-papos, exposição, shows, performances. E tudo com entrada "grátis"! O evento é idealizado pelo jornal Vaia. E quem topou de cara a parceria foi a livraria Nova Roma. Livraria que já faz parte da cena literária de Porto Alegre. E agora vencedora do Prêmio Açorianos. Feito o convite, o André Gambarra disse “vamos nessa”. E disseram “topamos também” o Carlos e a Carla da Palavraria. E juntaram-se ainda o Cláudio Santana, produtor do Espaço Cultural Casa dos Bancários. E ainda veio o apoio simpático da Ângela Puccinelli, da Editora Fábrica de Leitura e o carinho do Felipe Apolônio da rede Master de Hotéis. Em seguida vieram as adesões do Roberto Oliveira e Sandra Possani, do Depósito de Teatro. Outro teatro que abriu as suas portas foi o Teatro de Arena. E para levarmos a FestiPoa também para balada escolhemos o Bar 3x4, reduto boêmio e musical da Cidade Baixa.
Entre os convidados estão Donaldo Schüler, Luís Augusto Fischer, Hermes Bernardi, Sergio Napp, Marô Barbieri, Christian Davi, Luís Dill, Francisco Dalcol, Ricardo Silvestrin, Marco de Menezes, Reginaldo Pujol Filho, Rodrigo Rosa, Antônio Carlos Resende, Pedro Gonzaga, José Degrazia, Cláudio Levitan, Carlos Besen, Luiz Antonio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Daniel Feix, Luíz Horácio, Caio Riter, Bier, Paulo Bentancur, Flávio Ilha, Sidnei Schneider, Paulo Scott, Leandro Dóro, Celso Gutfreind, Alexandre Florez, Marcelo Spalding, Henique Schneider, Marcelo Cougo, Etienne Blanchard, Telma Scherer, Alexandre Brito, Everton Behenck, Dedé Ribeiro, Marcelo Benvenutti, Ítalo Ogliari, Cordão de Cor, Grafar e Os PoETs. E até gente vindo de fora, como os escritores Lima Trindade, Sandro Ornellas, Gustavo Rios e Wladimir Cazé. Também teremos o pernambucano Marcelino Freire, nosso convidado especial ao lado do Carpinejar.
Em um mesmo projeto tanta gente talentosa e criativa reunida que é uma beleza! Projeto, destaco, que não seria viável sem a força dos amigos da Livraria Nova Roma, da Livraria Palavraria, do Depósito de Teatro, do Espaço Cultural Casa dos Bancários, do Bar 3x4, da editora Fábrica de Leitura e do Sintrajufe. Sem esquecer dos artistas que aceitaram participar dessa festa literária, que em sua primeira edição homenageia o poeta, tradutor e professor Donaldo Schüler. Um viva e um brinde a ele! E a todos que participam da festança. Esperamos por você. Confira, a seguir, a programação.

Fernando Ramos (Jornal Vaia)
idealizador da FestiPoa Literária
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DIA 26/03- QUARTA-FEIRA (LANÇAMENTO DA FESTIPOA LITERÁRIA):

- 19hs – ESPAÇO CULTURAL CASA DOS BANCÁRIOS
CLÁUDIO LEVITAN conversa com EDGAR VASQUES e RODRIGO ROSA sobre literatura gráfica. Abertura da exposição de cartuns sobre literatura com os integrantes da Grafar.

DIA 27 – QUINTA-FEIRA:- 16hs — LIVRARIA NOVA ROMA
ABERTURA DA FESTIPOA: DONALDO SCHÜLLER.
Em seguida, LUIS AUGUSTO FISCHER, PAULO SCOTT, FABRÍCIO CARPINEJAR e MARCELINO FREIRE (convidados especiais da FestiPoa Literária) conversam com DONALDO SCHÜLLER.

- 1730hs — SARAU COM MARCELINO FREIRE E FABRÍCIO CARPINEJAR
- 18hs — ESPAÇO CULTURAL CASA DOS BANCÁRIOS
DEDÉ RIBEIRO conversa com DIEGO PETRARCA, BIER, CARLOS BESEN, LORENZO RIBAS E TELMA SCHERER.

- 20hs – SARAU NO TEATRO DE ARENA
Teia de poesia e convidados
Marcelino Freire e Alexandre Florez

DIA 28 – SEXTA-FEIRA:
- 15hs — LIVRARIA PALAVRARIA: SIDNEI SCHNEIDER conversa com JOSÉ DEGRAZIA E PEDRO GONZAGA sobre tradução.

- 16hs — LIVRARIA NOVA ROMA
LUÍZ HORÁCIO conversa com PAULO BENTANCUR .“Resenha e Contra-resenha”.

- 17hs – ESPAÇO CULTURAL CASA DOS BANCÁRIOS
Debatepapo sobre jornalismo literário: Luíz Horácio (escritor e professor de literatura), Daniel Feix (Zero Hora), Francisco Dalcol (Editor do Diário 2, revista MIX e colunista do Diário de Santa Maria), Flávio Ilha (Revista Aplauso) e Lima Trindade (editor da verbo21).

- 19hs – LIVRARIA NOVA ROMA
CELSO GUTFREIND conversa com ANTONIO CARLOS RESENDE, ALEXANDRE BRITO E SIDNEI SCHNEIDER, numa mesa em homenagem a PAULO HECKER FILHO.

- 2130hs - FESTIVAIA (SARAU LÍTERO-SONORO DO JORNAL VAIA) e sarau VAIANDO A PARADE, comandado pelo poeta e músico Etienne Blanchard, no Bar 3x4.

DIA 29 – SÁBADO:
- 1330hs — LIVRARIA NOVA ROMA:
LEANDRO DÓRO conversa com MARCELO BENVENUTTI, MARCELO SPALDING, HENRIQUE SCHNEIDER, ÍTALO OGLIARI, RICHARD SERRARIA E MARCELO COUGO.
Em seguida, SARAU com os participantes da mesa e POCKET SHOW com RICHARD SERRARIA E MARCELO COUGO.
- 1430hs — LIVRARIA PALAVRARIA:
LITERATURA INFANTO-JUVENIL GAÚCHA: Caminhos e Problematização.Coordenação: Caio Riter.
Temas:
A poesia para crianças e adolescentes: Sergio Napp
A narrativa infanto-juvenil gaúcha: Claudio Levitan e Luís Dill
A experiência da criação: Hermes Bernardi e Christian David
Literatura infanto-juvenil e arte literária: Marô Barbieri

- 1630hs - RICARDO SILVESTRIN conversa com LUIZ ANTONIO DE ASSIS BRASIL E MOACYR SCLIAR . “A poesia na prosa e a prosa na poesia da literatura brasileira”
Após, SARAU com RICARDO SILVESTRIN e convidados.

- 18hs LIMA TRINDADE conversa com REGINALDO PUJOL FILHO, MARCO DE MENEZES, ANDRÉ MACIEL, EVERTON BEHENCK, SANDRO ORNELLAS, GUSTAVO RIOS E WLADIMIR CAZÉ.

- 21hs — DEPÓSITO DE TEATRO
FESTA DE ENCERRAMENTO – Sarau PRIMEIRO POPULAR (Paulo Scott e convidados), Os PoETs e Roda de samba com o grupo Cordão de cor.



ESPECIAL DURANTE TODA A FESTIPOA LITERÁRIA:
- Exposição de fotografias, xilogravuras, cartuns e charges sobre Literatura no ESPAÇO CULTURAL CASA DOS BANCÁRIOS, na Livraria Nova Roma e no Bar 3x4.

LOCAIS:
LIVRARIA NOVA ROMA - rua Gen. Câmara, 364
PALAVRARIA - rua Vasco da Gama, 165
ESPAÇO CULTURAL CASA DOS BANCÁRIOS - rua Gen. Câmara, 424
Bar 3X4 - rua João Alfredo, 500
DEPÓSITO DE TEATRO – rua Câncio Gomes, 218
TEATRO DE ARENA – rua Borges de Medeiros, 835

           Amazoninha entrou no ônibus cabisbaixo. Na hora exata eu não notei, não entendi, mas ele tava se escondendo. Quando sentou ao meu lado, no fundo, se escondendo atrás do banco, compreendi.

          Ele tinha mais ou menos 1 metro e 58, acho, talvez um pouco menos, talvez um pouco mais. Uma cara de bandido, perigoso, mas no fundo de bom coração, de quem já tinha a morte de alguém na consciência. Os dentes podres e poucos, os olhos pequenos, falava muita gíria, ao mesmo tempo era alegre e ideaista. 35 anos mais ou menos.

          Levava consigo uma garrafa d'água e uma quentinha, que continha farinha, frango, lembro bem, arroz e feijão.

          - Aí meu chegado ! fica discreto, que entrei reto e o motora nem me pediu a passagem que eu não tenho.

          Eu devia estar com uma cara de fome e de jogo duro, pois estava defensivo e não tinha comido fazia já bastante tempo.

          - Já jantou, já brocou ? Qué a broca ?

          Naquele momento meu instinto animal, minha compaixão e minha gratidão elegeram-no meu irmão. Eu estava morto de fome. Comi com uma avidez tal, que ele deve ter sacado que eu não comia a muito tempo.

          - Qué água ?

          Mais uma vez aceitei com uma sede e um sentimento de irmandade que me dava água nos olhos. Era o ônibus Macapá-Oiapoque.

          - Tá indo pro outro lado ?

          - Tô.

          - Tu vais varar com quem ? Já tem catraieiro ? 

          - Não, eu vou varar com a catraia normal, nasci filho de um francês, tenho passaporte francês.

          - Ah , então tu tá tranqilo. ( Sem u mesmo ).

          - Pô, valeu, muito obrigado pelo rango, faz tempo que eu não comia . Tu tá indo pra onde ?

          - Vou pro Kourou. Meu nome é Amazoninha, lá no Kourou todo mundo me conhece, a brasileirada.

          - Uma vez eu fiquei no Kourou, mas não me dei bem, dormi na praia, não entendi a cidade. De manhã consegui carona com uma enfermeirinha linda do hospital de lá, mas ela tinha namorado. Voltei pra Cayenne.

          - Tu já ficou em Caiena ?

          - Já morei lá.

          - Deixei uma morena bonita que eu conheci lá no lixão onde eu tava morando. Quero ir pra Copa da Alemanha, vou fazê uma grana do outro lado e em julho tô lá.

          Assim conversamos um pedaço da noite, voando e pulando nos buracos escancarados pela chuva e pelo sol, na estrada de terra. Depois ele falou que ia tirar um ronco. Às 6 da manhã, um pouco antes, quando acordei no Oiapoque, ele já estava descendo do ônibus, afoito, lá na frente. Nunca mais o vi. Perguntei prum pessoal, e, realmente a fama do Amazoninha corria na Guiana. Ele era o tipo que todo mundo conhece, e escreve seu nome grande nas pedras das praias.

         Eu desci do ônibus lentamente, acordando,  saindo da realidade para o sonho , ou vice-versa, peguei uma catraia, depois de ser cercado pelos catraieiros, desejosos de meus reais, atravessei o rio, e do outro lado, um guianense negro de 2 metros de altura e 100 quilos, me perguntou :

         - To ka alé Cayenne ? To allé Cayenne ? To ka Cayenne ?

         Tradução em francês : - Tu veux aller à Cayenne ?

         em português : - Quer ir pra Caiena ?

         e adentrei uma confortável van, nova em folha, que certamente iria cheia , mas ainda assim, pelo asfalto lisinho, e pensei na catraia nervosa que levaria Amazoninha e vários brasileiros  para dentro do mato amazônico,  clandestinos, com as onças e sucuris, malária e aranhas e crocodilos.


Blog EntryFeb 9, '08 6:18 PM
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           Estava na frente do Rocky's em Georgetown, Guiana. O Rocky's era o hotel dos garimpeiros brasileiros, onde todo mundo, desempregado ou não, esperava algum 4x4, pick-up (picape) de tração nas 4 rodas, de algum patrão, que significava a esperança de ir para o garimpo trabalhar.

           Eu, nem queria muito ir para o garimpo, tava esperando uma ajuda financeira que tinha pedido à embaixada brasileira, e um emprego que tinha pedido à embaixada francesa, para exportar palmito e açaí para o Brasil e para a França respectivamente.

           Em resumo, completamente duro, sem visto e sem saber onde dormir.

           Alguém me havia dito que eu poderia descolar um lugar para dormir lá , com algum grupo de garimpeiros. As pessoas quanto mais pobres são e mais simples, são ao mesmo tempo mais solidárias.

           Fui fazendo amizade, comunicando, e quando vi, graças a Deus, um garimpeiro que partia, acho que para o garimpo, me jogou sua chave, dizendo que era um quarto individual, só meu, era como se me entregasse a chave do paraíso !

           As garotas e mulheres andam por lá , em geral são prostitutas que vão para fazer uma grana em cada garimpo.

           Eu tive a sorte de conhecer uma que era cozinheira, não fazia programas, em resumo, bref, acabei a noite fazendo amor , carinho, com um teto sobre a cabeça, e no dia seguinte rolou a grana do consulado brasileiro, fiquei mais alguns dias em Georgetown, num hotel melhor, o emprego com o cônsul francês não rolou, e acabei voltando de carona para Cayenne, um pedaço com uma linda enfermeira francesa do hospital de Kourou, comprometida, mas isso já é outra história.


..> .. na Venezuela, Dec 2, '06 4:55 PM
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..>
também, por acaso, tinha ganho uma passagem do Smiles da Varig, para qualquer lugar da América do Sul. Tinha ido 2 vezes ida e volta para a França, ralado muito, no mesmo ano, então perguntei para a telefonista da Varig :

- Qual o lugar mais distante de Porto Alegre, a que eu tenho direito ?

- Caracas, ela falou, friamente.

- Eu : pode marcar. (!)

Então na véspera da partida para Sampa (San Pã)/Caracas, consegui marcar uma noite de autógrafos, de meu 2o livro, lançado em Paris, Terres du Dehors, Terras de Fora, no Café do Lago , na Redenção, de meu amigo de infância Fábio, que morou comigo na França.

Estava completamente duro. Consegui vender 30 exemplares, mais ou menos, então tinha, 450 reais, mais ou menos, naquela época, livro a 15, o que é uma pequena fortuna , para quem é esperto, na Venezuela & no Brasil.

Cheguei no aeroporto de Caracas e fui direto para um hotel do "Caribe", como se chama o litoral longe das pequenas montanhas de Caracas,

2 estrelas. Esperando meu seguro desemprego francês cair na minha conta.

Acontece que não caía, e o hotel, até que era caro.

Conheci Amparo, cabelereira, e contei a minha situação, ela conseguiu um lugar para eu ficar & ainda começou a levar altas jantinhas no meu hotel !

De repente, a máquina de retirar dinheiro, começou a jorrar altas quantias de dinheiro , em bolívares, de meu seguro desemprego. Em resumo : "bound to Isla Margarita", terra de meu amigo Alejandro, etc. Isso é outra história.

A bondade feminina.

As 2 palavras se completam & se anulam, pois querem dizer a mesma coisa : generosidade.

Poderia falar também da beleza saramacca, bushinenguê, em St. Laurent du Maroni, Guiana Francesa, ou das haitianas em Cayenne, ou de uma talvez prostituta em Albina, Suriname ou de uma cozinheira em georgetown , Guiana Inglesa, mas fica para outra vez.



.. -->

           Morávamos num carbet, uma estrutura de origem indígena. na qual só existe o teto, o chão, e colunas sustentando o primeiro.

           Fui aceito bem por todo mundo, claro que sempre se tem mais afinidade com uns do que com outros. Ver "As afinidades Eletivas" - Goethe.

           João, que virou meu verdadeiro irmão, Macapá, o Gago, etc.

           Todos clandestinos, todos vinham de Macapá e Belém ou arredores.

           O Gago tinha morado algum tempo no Suriname, falava táki-táki ( talk-talk ? ), comparávamos a estrutura linguística deste dialeto com o inglês, já que nenhum de nós 2 falava holandês. Ele não conseguia falar sem gaguejar.

           Uma noite estávamos todos deitados em nossas redes, a minha emprestada, quando começou a tocar no único rádio que havia, acho que transmitindo de uma estação do Suriname : " la increíble transparencia, de tu querida presencia, Comandante Che Guevara..."

           Na escuridão da noite só havia o som das ondas, 'a maresia', como eles dizem, os sons da floresta, e, de repente uma voz afinadíssima acompanhava a canção, uma voz de cantor profissional.

           Era meu irmão adotivo, o Gago, os gagos param de gaguejar quando cantam, e somente quando cantam, e, meu amigo cantava perfeitamente afinado, uma beleza de canto que flutuava algum lugar entre as estrelas, as ondas, as árvores e os animais da floresta, ao lado da levitação de nossas almas, um descendente de franceses e 10 clandestinos.


Blog EntryFeb 9, '08 5:22 PM
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aí galera

vocalista letrista de rock quase profissional com cd lançado num pequeno selo na frança, procura guitarrista e batera, para trabalho profissinal, novo cd , tour mundial , rs rs, etc. calouro em letras -bacharelado.
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Blog EntryFeb 9, '08 5:15 PM
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         Aquele nascer do sol maravilhoso, sobre o oceano sem ondas, marrom, das águas do Amazonas, me trazia uma esperança infinita, como a bonança depois da tempestade, uma calma, uma força, e, mais um momento que eu sabia inesquecível.

        Mas mesmo assim minha barriga roncava, não tinha certeza de como comeria naquele dia. Iria na cidade, uns 6 quilômetros a pé, com a mochila pesada nas costas, tentar vender meus livros, escritos por mim. Em geral eu conseguia, e podia comer, mas não tinha o suficiente para pagar a pousada, caríssima em Cayenne.

        Dormia então na praia, na praia do Novotel. Então depois de tomar um banho de mar para acordar,  nesse dia, passa um cara com cara de brasileiro na minha frente.

        Acho que senti que sua vibração era muito boa.

        - Aí , tu não é brasileiro ?

        - Sou.

        - Como é teu nome ?

        - João.

        - O meu é Etienne, sou filho de francês.

        - Ah, então tu tem passaporte vermelho ?

        - Tenho.

        - Então tu tá tranqilo ( sem u mesmo ). Aí pinta lá no carbet no canto da praia, vai sair um peixe, daqui a pouco.

        ( Eu devia estar com cara de fome. )

        - Beleza, vou terminar de ler o que estou lendo e já venho.

        ( Na verdade, era uma tática minha, sendo minha verdadeira vontade, a de sair correndo ao lado dele em direção ao peixe ! )


Blog EntryFeb 9, '08 4:45 PM
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         O nascer do sol estava lindo, maravilhoso, como só pode ser depois de uma noite com a barriga vazia de fome e trespassada, transpassada pela tensão da ameaça.

         Havia um negro, nativo, certamente da Guiana, um inglês, como chamam por lá, que passava todas as noites correndo, batendo forte seus pés , na areia fofa, ressoando em meus ouvidos, e me acordava. Tinha os olhos esbugalhados, uma cara de louco furioso, parecia estar muito tenso.

         Até hoje não sei, mas talvez planejasse vagamente me matar, para roubar minhas coisas, que ficavam embaixo de minha cabeça, e ao lado de meu corpo, sob meus braços.

         Devia necessitar mais uma dose de crack, ou então recém tinha fumado, sei lá, tinha realmente um regard hagard*.

         *Olhar feroz.

         Ao mesmo tempo, ele sempre fugia de minha visão, desaparecia, se distanciava quando eu o observava fixamente na madrugada.



Blog EntryJan 9, '08 2:02 PM
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Etienne, vamos começar falando sobre a sua trajetória de poeta até aqui. Tem livro (s) publicado (s) ou pronto pra ser publicado (s)? Publicou onde teus poemas, revistas, jornais, concursos, internet?
sim tenho 4 a carruagem branca 1997, corag- terres du dehors- caractères, paris, 2000- a serpente, calábria, 2002 e o último oficial, com os poets, lya luft, moacyr scliar, bel zielinski, donaldo schüller, etc paz , um vôo possível. fora folhas e páginas e livros não oficiais ... ganhei um prêmio no primeiro dado por nina de almeida, a mim e à atriz carmem silva. tenho um outro que já vendi um pouco páginas grampeadas - a serpente 2...


Ser poeta é mais talento ou esforço? Descobriu-se ou inventou-se poeta?
é mais esforço. o velho dito : p cada 1000 páginas q tu leias, escreva uma palavra.


Quais livros (poesia e/ou prosa) fizeram parte da tua formação?
bruce chatwin, baudelaire, st-perse, bandeira, drummond, pessoa, nicolas bouvier, anaís nin, florbela espanca, artaud , rimbaud, quintana, mário de sá carneiro, kosynski, bukowski, éluard, verlaine, os poetas do rock, dylan, dylan thomas, walt whitman, são tantos e tantas , eskeço muitos.


Teve/tem algum incentivador? Quem?
sim vários, direta ou indiretamente, minha mãe , irmã, tia, família, frank demmateïs com quem tenho um cd , eskeci de falar , com banda - estrada, la route tzigane, arb, 2000. armindo trevisan, nina de almeida, eduardo veras,fachinelli, o saudoso, a saudosa tânia carvalhal, etc etc. são TANTOS(AS) MAIS UMA VEZ.


Com o que se inspira para escrever? O que é matéria para a tua poesia?
O SOL, ALUA, as palavras, os livros, a música, o espírito, AS VIAGENS, etc.


Costuma começar pelo primeiro ou pelo último verso? Qual deles é o mais difícil? O que detona o poema?
o primeiro, às vezes vem tudo de uma vez, de tanto ler, vc tem um código para psicografar- como diria pessoa- anjos e demônios.


Há idéias ou imagens que te perseguem, que ficam grudadas no teu juiízo algum tempo?
sim, claro, mas tento anotar imediatamente. baudelaire falou 90% do gênio é botar uma idéia em prática IMEDIATAMENTE.


Qual é a tua relação com a cidade onde mora, porto alegre? No que isso influencia a tua poética e se manifesta no que tu escreves?
na serpente o livro -prosa- acaba num quarto, depois de uma meia volta ao mundo quase. porto alegre é um porto, de onde saem os navios da alma, por onde passam marinheiros(as) angélicos , seráficos, demoníacos também.


Como define a tua poesia? Como caracterizaria tuas principais ambições estéticas?
um poema que tivesse as imagens das musas de meus sonhos e que saciasse a fome e a sede & o saber & a ambição mesmo & os mistérios & a sede de desconhecido. a utopia.


Tu identificas uma geração literária hoje, ou um grupo de poetas brasileiros com projeto comum definido? E tu te vês fazendo parte de alguma geração literária?
geração acho q é mais uma coisa de data... não sei . gosto muito dos seres humanos. viviane juguero, juliana wexel, mário pirata, adriane mottola, minha irmã danielle, vc q tem um trabalho de poeta também... nélson fachinelli era demais mas já é outra geração. nina de almeida também então... quem t ama apesar de teus grandes defeitos, como disse um grande escritor q não lembro o nome.


Recebeu ou recebe conselhos importantes de escritores na tua trajetória? Como foi e é o diálogo com outros escritores, da tua e de outras gerações?
sim de armindo trevisan indiretamente por escrito , de moacyr scliar por escrito, um cara muito legal em poa é o adido cultural francês ronan prigeant- pseudônimo emmanuel tugny. um cara que me incentivou muito e que morreu foi o filho de claudie a dona da livraria francesa de sampa. um outro cara demais é o tavinho paes, do rio e o joão luís de souza , espero não errar seu nome, do corujão poético do leblon , aliás idéia que temos que implantar aki, começa às 11 e vai até às 6 da matina regado a poesia, som e o que mais se quiser. em marajó, tem um poeta que corre todos os fins de tarde no meio da rua principal da cidadezinha, dá voltas, q é um cara muito legal também.


Quanto tempo dedica à leitura de crítica literária? Concorda com a idéia de que ela, nos jornais e revistas, está mais digestivo-introdutória do que analítico-crítica?
dali dizia : a crítica boa ou ruim não muda nada , vc tem q fazer e continuar fazendo até a morte seu trabalho de artista. mas a boa faz bem p o ego, a ruim é boa p melhorar o trabalho. no correio do povo antes existia o caderno de sábado. hoje acho q há pouco espaço no brasil, no mundo, tem que ter mais. mas há O VAIA !!!!


A crítica literária pode influenciar a produção poética de uma geração?
SIM CLARO devia existir mais como o antônio holfeldt no teatro , a bárbara heliodora, etc. o VAIA devia se tornar como a GRANTA de ny, etc.


Muitos poetas hoje apresentam uma versatilidade acadêmica. Eles falam várias línguas, traduzem, fazem ensaios, críticas, resenhas, estudam várias disciplinas. O poeta precisa ser um erudito? Poesia só se faz com muito estudo?
tem um cara que é demais : o kenneth white, ele diz q o poeta/artista deve saber um pouco ou bastante de tudo ; entomologia, química, línguas, etc etc etc aliás ele é um dos escritores favoritos meus , disparado, e um dos que mais me influencia, humildememte.


Como leitor de poesia o que tu achas que de mais importante um poeta tem que expressar em sua poesia?
a beleza, a energia, o amor, o conhecimento, a solidariedade, a abertura de espírito. open your mind and your ass will follow. seu quadril. a força de tudo vem do quadril e da kundalini. tantra yoga.


Qual a relação entre a poesia e técnica? Basta dominar certas técnicas para ser poeta?
ler, ler e ler. como diz lobo antunes, etc.


A poesia tem prestígio no âmbito da nossa cultura?
claro . tenho certeza que sim , entre as pessoa de classe independente da classe. MUITÍSSIMO.


Qual a função social da poesia? quebrar as barreiras sociais linnguísticas e a repressão.
Qual a melhor editora brasileira? E qual a que edita melhor a poesia?
por enquanto acho , que a que fundaremos, senão a age é muito legal. um abraço para todos de lá.


Já participou ou pensa em participar de oficina de poesia? Como ela foi/será?
sim, gostaria, mas muito também da de prosa do assis brasil.


Alguma epígrafe que te acompanha sempre?
solvitur ambulando- se resolve caminhando, viajando- navigare necesse est , vivere non necessere- não sei se tá certo, navegar é preciso viver não é preciso.


O que pensa sobre o jornal Vaia?
DEMAIS! sem comentários. pode ser nacional, mundial , cósmico, interplanetário. pode ter uma editora e uma tv uma produtora de cinema !


Repito uma pergunta que a Clarice Lispector sempre fazia aos seus entrevistados: o que é mais importante na vida pra ti?
o amor em todas suas formas, não existem noramas, só se forem alguams como a benguell.- p quem graças a deus já dei esse poema pessoalmente. a beleza também. o prazer. a felicidade. o saber é demais. o conhecimento. a LIBERDADE.


E porque você escreve?
para comunicar. para dizer tudo que não consigo dizer oralmente. para gravar em pedra o que existe na superfície e na profundidade do ser.
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Mais Etienne Blanchard aqui:
eti457.multiply.com

Blog EntryDec 4, '07 5:14 PM
for everyone
no guestbook !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Blog EntryDec 4, '07 5:13 PM
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d novo galera ! graças a piratas em novo formato

Blog EntryOct 28, '07 5:30 PM
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... por eqto clicar em blog não em meu blog -mon blog

Blog EntrySep 6, '07 6:20 PM
for everyone
 fazes um sol em meu coração. pensei tavas braba comigo e chorava por dentro de lágrimas que se calam.

Blog EntryApr 7, '07 8:22 PM
for everyone
32 pares 32 pares

Blog EntryFeb 21, '07 5:36 PM
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tomando 1 ceva ... vou comer um rangão ... assim é q eu gosto d viver ... bom qto à literatura n sei se é isso q há d melhor - ler : paul auster l'art de la faim ou a arte da fome. bukowski. hamsun - a fome -etc- bom, agora caldinho de feijão com gosto d carne  e steaks sendo preparados só p mim... bom, pelo menos o q eu escrevi é cômico ... ou sádico ... dependendo d onde vc tá na estrrada... já estive tanto dos 2 lados da estrada...

Blog EntryApr 22, '06 2:22 AM
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ciúmes de minha solidão ...